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    <title>Sobre a Literatura</title>
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    <title>Sulla letteratura</title>
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    <dateIssued>2003</dateIssued>
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  <abstract>"A leitura de obras literárias nos obriga a um exercício de fidelidade e de respeito na liberdade da interpretação. Há uma perigosa heresia crítica, típica de nossos dias, para a qual de uma obra literária pode-se fazer o que se queira, nelas lendo aquilo que nossos mais incontroláveis impulsos nos sugerirem. Não é verdade. As obras literárias nos convidam à liberdade da interpretação, pois propõem um discurso com muitos planos de leitura e nos colocam diante das ambigüidades, da linguagem e da vida."

Umberto Eco



SOBRE A LITERATURA é uma coletânea para estudiosos, críticos e amantes da literatura. Aqui, vemos um Eco distinto: conferencista brilhante, contador de anedotas, interlocutor espirituoso e amante dos livros. A obra reúne uma série de escritos centrados no problema da literatura e estimulados por encontros, simpósios, congressos ou antologias para os quais o autor foi convidado. "Todos os escritos foram adaptados para este livro, às vezes, abreviados, às vezes ampliados, outras ainda desembaraçados de referências demasiado ligadas à situação", explica Umberto Eco.

Nos riquíssimos textos de SOBRE A LITERATURA, Umberto Eco - o mais importante intelectual italiano deste século - ensina a ler e compreender grandes mestres da literatura. De Aristóteles a Borges, passando pela fina ironia de Oscar Wilde, Eco revela bastidores de grandes clássicos literários. "Uma abordagem transversal do campo literário, visceralmente contrária ao seqüestro do texto ou à leitura quebrada, em favor de uma falsa ou irresponsável abertura", conta Marco Lucchesi, escritor e um dos melhores tradutores de Eco do país.

Eco analisa de modo detalhado todos os elementos de cada história. Alguns textos são autobiográficos ou até mesmo autocríticos: "por vezes é necessário, para explicar o que se entende por literatura, recorrer também às próprias experiências", argumenta o autor. SOBREA A LITERATURA trata das atividades de escritor detalhadas por um Eco escritor e não pela sua faceta de teórico. "Não me agrada, em geral, a mistura dos dois papéis", diz.

O leitor poderá notar, ainda, o retorno, em escritos diversos, e talvez com uma distância de anos, de um exemplo ou tema. "Como em O pêndulo de Foucault, este livro cresce numa espiral temática, marcada por uma tensão de distância e proximidade, ressonância e dissonância", explica Marco Lucchesi, que assina a orelha de SOBRE A LITERATURA.



Umberto Eco nasceu em Alexandria, Itália, em 1932. É professor de Semiologia na Universidade de Bolonha e dirige a revista VS. Entre suas obras ensaísticas destacam-se: Obra aberta, Diário mínimo, A estrutura ausente, Tratado geral de semiótica, Seis passeios pelo bosque da ficção, Segundo diário mínimo, Kant e o ornitorrinco, Cinco escritos morais e Em que crêem os que não crêem. Como romancista Eco publicou O nome da rosa, O pêndulo de Foucault, A ilha do dia anterior e Baudolino.</abstract>
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  <note type="statement of responsibility">Eco, Umberto ; Tradução de Eliana Aguiar</note>
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