Mrs. Dalloway - Orlando /
Woolf, Virgínia ; Tradução de Mario Quintana e Cecília Meireles
- São Paulo Abril 1972
- 189 p. (Mrs. Dalloway) 220 p. (Orlando)
- Os imortais da Literatura Universal vol. 45 .
- Os Imortais da Literatura Universal vol. 45 .
Considerado uma obra-prima, Mrs. Dalloway conta uma história das mais simples, que poderia ser resumida de forma banal na expressão "um dia na vida de uma mulher". Através da percepção do que se passa em torno e dentro de Clarissa Dalloway, Virginia Woolf escreveu, na verdade, a história da crise de um indivíduo, de uma classe, de uma sociedade e a do próprio romance. Em Orlando: Uma Biografia, que Virginia Woolf considerava “simples brincadeira de criança”, “as férias de uma autora”, “uma escapadela depois desses livros sérios de experimentação poética, tão exigentes em matéria de forma”, “uma narrativa ao gênero de Defoe” para diverti-la, ela brinca com toda a seriedade não apenas com o leitor, a literatura e a pessoa biografada (no mundo chamado real, sua amiga e amante, Vita-Sackville West). Do mesmo modo que uma criança brinca (também com toda a seriedade) a fim de apreender o mundo em que vive e aprender a lidar com ele, ela busca captar nuances do ser a partir de temas como a história, as convenções sociais, as leis que governam os homens, os costumes de seu país, a política, o amor, o poder, a morte, o casamento, a busca de liberdade, a fantasia e a realidade, a busca de uma unidade identitária, a pluralidade de “eus”, as diferenças de sexo e gênero, a natureza e a civilização, o tempo, a geografia. E, mais que tudo, a própria literatura.
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