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Ficções / Luis Borges, Jorge ; Tradução de Carlos Nejar

By: Contributor(s): Material type: TextTextLanguage: Portuguese Original language: Spanish Series: Os Imortais da Literatura Universal ; vol. 50Publication details: São Paulo Abril 1972Description: 189 pUniform titles:
  • Ficciones
Subject(s): Genre/Form: DDC classification:
  • ar860 L953f
Summary: Ficções, lançado originalmente em 1944 pelas Ediciones Sur, ligadas à revista de mesmo nome criada por Victoria Ocampo, onde havia sido publicada a maioria desses contos, é a obra que trouxe o reconhecimento universal para Jorge Luis Borges, graças, entre outros motivos, ao caráter fora do comum de seus temas, abertos para o fantástico, e à inesperada dimensão filosófica do tratamento. O livro, em sua versão atual, reúne os contos publicados em 1941 sob o título de O Jardim de Veredas que se Bifurcam (com exceção de "A Aproximação a Almotásim", incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de ARTIFÍCIOS. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjecturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito. Os enredos são como múltiplos labirintos e se desdobram num jogo infindável de espelhos, especulações e hipóteses, às vezes com a perícia de intrigas policiais e o gosto da aventura, para quase sempre desembocar na perplexidade metafísica. Chamam a atenção a frase enxuta, o poder de síntese e o rigor da construção, que tem algo da poesia e outro tanto da prosa filosófica, sem nunca perder o humor desconcertante. Em Ficções estão alguns de seus textos mais famosos, como "Funes, o Memorioso", cujo protagonista tinha "mais lembranças do que terão tido todos os homens desde que o mundo é mundo"; "A Biblioteca de Babel", em que o universo é equiparado a uma biblioteca eterna, infinita, secreta e inútil; "Pierre Menard, autor do Quixote", cuja "admirável ambição era produzir páginas que coincidissem palavra por palavra e linha por linha com as de Miguel de Cervantes"; e "As Ruínas Circulares", em que o protagonista quer sonhar um homem "com integridade minuciosa e impô-lo à realidade e no final compreende que ele também era uma aparência, que outro o estava sonhando".
Item type: Livros
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Livros Livros Biblioteca Professor Eduardo Afonso de Castro Literatura Estrangeira Ficção ar860 / L953f (Browse shelf(Opens below)) Available 2025-17297

Ficções, lançado originalmente em 1944 pelas Ediciones Sur, ligadas à revista de mesmo nome criada por Victoria Ocampo, onde havia sido publicada a maioria desses contos, é a obra que trouxe o reconhecimento universal para Jorge Luis Borges, graças, entre outros motivos, ao caráter fora do comum de seus temas, abertos para o fantástico, e à inesperada dimensão filosófica do tratamento. O livro, em sua versão atual, reúne os contos publicados em 1941 sob o título de O Jardim de Veredas que se Bifurcam (com exceção de "A Aproximação a Almotásim", incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de ARTIFÍCIOS. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjecturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito. Os enredos são como múltiplos labirintos e se desdobram num jogo infindável de espelhos, especulações e hipóteses, às vezes com a perícia de intrigas policiais e o gosto da aventura, para quase sempre desembocar na perplexidade metafísica. Chamam a atenção a frase enxuta, o poder de síntese e o rigor da construção, que tem algo da poesia e outro tanto da prosa filosófica, sem nunca perder o humor desconcertante.

Em Ficções estão alguns de seus textos mais famosos, como "Funes, o Memorioso", cujo protagonista tinha "mais lembranças do que terão tido todos os homens desde que o mundo é mundo"; "A Biblioteca de Babel", em que o universo é equiparado a uma biblioteca eterna, infinita, secreta e inútil; "Pierre Menard, autor do Quixote", cuja "admirável ambição era produzir páginas que coincidissem palavra por palavra e linha por linha com as de Miguel de Cervantes"; e "As Ruínas Circulares", em que o protagonista quer sonhar um homem "com integridade minuciosa e impô-lo à realidade e no final compreende que ele também era uma aparência, que outro o estava sonhando".

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