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040 _bpor
041 _hita
_apor
082 _a853
_bM237p
100 1 _aMalaparte, Curzio.
_d1898-1957.
_9687
240 _aLa Pelle
245 _aA pele /
_cMalaparte, Curzio ; Tradução de Alexandre O'Neill
260 _aSão Paulo
_bAbril
_c1972
300 _a369 p.
490 1 _aOs Imortais da Literatura Universal
520 _a“Eram os dias da “peste” de Nápoles.” “A miséria dos tempos, a desordem pública, a grande mortalidade, a avidez dos especuladores, a incúria das autoridades e a corrupção geral eram tais, que, sepultarem cristãmente um morto se tornara coisa praticamente impossível, só permitida a poucos privilegiados. Levar um morto para Poggioreale, num carro puxado por um burro, custava dez mil, quinze mil liras. E como ainda se estava nos primeiros meses da ocupaçção aliada, e o povinho não tivera ainda tempo de ganhar algum dinheiro com os negócios ilícitos do mercado negro, a plebe não podia entregar-se ao luxo de dar aos seus mortos sepultura cristã, de que eram dignos, apesar da sua pobreza. Os cadáveres ficavam cinco, dez e mesmo quinze dias nas casas, à espera do carro do lixo. Decompunham-se lentamente sobre as camas, na quente e fumarenta luz das velas, ouvindo as vozes dos parentes, o ferver da água na cafeteira e da panela de feijão no fogareiro aceso no meio do quarto, os gritos dos meninos que, todos nus, brincavam no chão, e o gemido dos velhos sentados nos vasos, no cheiro quente e persistente dos excrementos, semelhante ao que desprendem os mortos já em plena decomposição.”
650 0 _aLiteratura italiana
_9164
650 0 _aDesigualdade social
_9604
650 0 _aCrítica social
_9514
650 0 _aSegunda Guerra Mundial,
_9649
650 0 _aClássicos
_977
655 0 _aRomance
_923
655 0 _aFicção
_922
700 _aAlexandre O'Neill
_eTRADUTOR
_d1924- 1986
_9688
830 _aOs Imortais da Literatura Universal
_9461
_vvol. 46
942 _2ddc
_n0
_cBK
999 _c333
_d333